Que a Força esteja com você!

Depois de um ano, estou retomando esta série e o meu lado moleque. Estes últimos meses deixei de lado os livros teológicos e li muitos contos e livros “infantis”. E por incrível que pareça fui muito edificado por eles.

Fico até com medo de retomar a minha série com o “Grande” Yoda, por saber que existem fanáticos de Star Wars que lêem meu blog.

Medindo meros 66 cm de altura, ele foi o Grande Mestre da Ordem Jedi, um dos membros mais importantes do Alto Conselho nos últimos dias da República Galáctica, e o mais sábio, velho, e poderoso Mestre Jedi de todos os tempos.

Além de ter excepcional habilidade no combate de sabre de luz, o que o destacava era como ele conseguia controlar A Força. Ninguém melhor que Obi-Wan Kenobi para nos descrever A Força como “um campo de energia criado por todas as coisas vivas: ela nos cerca, nos penetra; ela mantém a galáxia coesa.”
Yoda controlava tanto a força, que conseguia aparecer em qualquer lugar para treinar novos Jedi e assim continuar a sua missão, até mesmo após sua morte ele apareceu, pois se tornou um com a Força.

Alguns pensadores do primeiro século acreditavam que Jesus estava fazendo a mesma coisa, usando a sua Força para aparecer mesmo depois de morto. Não acreditavam que Jesus ia se rebaixar a matéria humana, mas sim que fazia aparições sobrenaturais para completar sua missão passando o seu tremendo conhecimento (gnose) para seus discípulos.

É, mas com grandes poderes, vem grandes responsabilidades. Diferente do conceito filosófico de Star Wars, Jesus sabia que a grande Força que existe no universo tem vontade própria, não é manipulada pela mente de nenhum ser vivo, não pode ser contida e nem controlada. A grande Força era seu Pai e, mesmo sabendo que  era um com ele, não quis usurpar ser igual ao Pai, não usou seu poder em nenhum momento de sua vida aqui na terra.

Por isso, quando se entregou na cruz, não usou a Força e sim a fraqueza da dúvida “Deus meu, porque me desamparaste?” pois sabia que seu relacionamento não era de manipulação e sim de amor.

Ao morrer confiou plenamente no caráter da força maior, pois se Ela não o ressuscitasse não teria ressurreição. Jesus se entregou a morte, como um simples homem que era.

O final da história vocês já sabem, Deus pai o ressuscita no corpo de homem glorificado. Mais uma vez Jesus mostra sua submissão à força maior, naquele momento, seu Pai. Mostra que nosso corpo humano e as coisas criadas tem importância eterna e têm que ser regeneradas. Mostra que a vida não é tentar controlar a Força divina e sim se entregar a ela e dizer: quando sou fraco aí sou forte. Pois quando nos prostrarmos, a força maior virá e falará: I AM YOU FATHER!

Marcos Botelho é presbiteriano, teólogo, palhaço, missionário, pastor de jovens e adolescentes e autor dos livros Vida Cristã Fora da Caixa e Ontem Esponja, Amanhã Peneira.