O Combate Mortal


Mortal Kombat é uma série de jogos criados pelo estúdio americano Midway Games. Em 2011, depois da falência da Midway, a produção de Mortal Kombat foi adquirida pela Warner bros, que detém atualmente os direitos da série.

Quando eu era menino, tinhas meus 7 ou 8 anos, ganhei meu primeiro videogame, um SNES (Super Nintendo), que ainda era febre na época. O Playstation 1 e o Nintendo 64 ainda nem tinham sido lançados direito e o Mega Drive e o Sega Saturno já tinham perdido bastante espaço pro console Japonês.

Um dos jogos de grande sucesso da época chamava-se Mortal Kombat, que tinha uma história bem simples, nem tão interessante quanto hoje. Mas o que importava pra quem jogava eram os gráficos diferenciados, com captura de movimento, e a violência, que era bem diferente de outros jogos como Street Fighter  e Final Fight, por ser bem exagerada (nem Killer Instinct conseguia ser tão surtado nesse quesito). E a violência de Mortal Kombat  ainda é o seu grande atrativo, o que diferencia essa série de qualquer outro jogo de luta. Fatality, Brutality, Animality ... Nunca corpos humanos tiveram tantos ossos e tanto sangue.

Mas o que esse tipo de informação importa para nós que somos cristãos? Nós somos contra a violência, aliás, nós pregamos a paz, o amor de Cristo e seu sacrifício para nos livrar da ira de Deus por nossos pecados. O que esse tipo de violência pode nos apresentar como aprendizado?

Você já ouviu falar na palavra “Santificação”? Uma palavra que é bem recorrente no nosso meio, no meio sério pelo menos. Santificação é o processo, uma ação do Espirito Santo de Deus (que habita naqueles que se arrependeram de seus pecados e tem Jesus como Senhor e Salvador), nos transformando de glória em glória na imagem de Cristo (2 Co 3.18). É um processo que ocorre durante toda a nossa vida terrena e que só se completará na eternidade.

Para que a santificação possa ocorrer, além da ação do Espirito, se faz necessário que nós mortifiquemos nossa carne (Rm 8.13), mortifiquemos nossos desejos pecaminosos através da força que Deus nos dá. Essa força é descrita em Efésios  6 como sendo a armadura de Deus (Saint Seiya feelings), que são a Couraça da Justiça, o Calçado do Evangelho da paz, o Escudo da Fé, o capacete da Salvação e a Espada do Espírito, ou a Espada da Palavra. Todos esses elementos, que remetem a armadura dos soldados romanos, são os instrumentos com os quais nós poderemos mortificar a nossa carne e a nossa vontade de pecar e ceder a escravidão do pecado, que é o caminho natural do ser humano. De posse desses instrumentos, é necessário combater a nossa maldade natural de maneira implacável, cruel e impiedosa. Usando uma frase de John Piper : “Existe uma tendência cruelmente violenta na verdadeira vida cristã”. É necessário realmente declarar guerra contra o nosso pecado.



John Piper, novamente diz: “Violência, uma tendência cruel no cristianismo. Contra nosso próprio ego e tudo em nós que faria paz com o pecado e um acordo de tempo de paz em nossas mentes. Fazemos com que a guerra contra isso aconteça em nós. É uma violência contra toda a luxúria em nós mesmos. Todos os desejos escravizantes por comida, cafeína, açúcar, chocolate, álcool, pornografia, dinheiro, louvor de homens, aprovação de outros, poder, fama. É esse o nosso inimigo! É contra isso que devemos guerrear! É uma violência contra todo o racismo em nossas almas, toda lerda indiferença à injustiça em nossas almas, uma violência contra toda a indiferença à pobreza, uma indiferença para com o aborto em nossas almas”.

Se tem uma coisa que Mortal Kombat nos ensina é que lutas são vencidas com crueldade e violência. Nossa luta contra nosso pecado deve ser dessa maneira, cruel, impiedosa, violenta, sanguinária, usando todo o aparato que Deus nos fornece, não para sermos belicosos com o mundo, mas com aqueles que nos condenam ao inferno e da danação, nós mesmos.


Pra terminar, fiquem com esse vídeo, com a fala inteira do John Piper, Faça Guerra:



Samuel Soares tem 26 anos, é auxiliar de TI, membro da Igreja Batista Aliança em Fortaleza - CE, e como é de se notar, um mega fã e entendido de cultura nerd.